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“Acreditamos que o único
caminho para a mudança de
comportamento é através da
educação.”

TELEFONE PÚBLICO OU ORELHÃO TELEFÔNICA

Empresa: Telefônica

Ano: 1972



Telefônica

Telefônica S. A. é uma empresa espanhola de telecomunicações. Operando globalmente, é uma das maiores companhias de telecomunicações fixas e móveis do mundo. No dia 15 de abril de 2012 as empresas Telefônica e Vivo se integraram, formando apenas uma empresa no Brasil adotando apenas a marca Vivo. Em 25 de Março de 2015, a Telefônica teve a aprovação do CADE para compra da GVT por US$ 9.3 bi sob algumas condições impostas.



Orelhão

Orelhão, oficialmente Telefone de Uso Público (TUP) é o nome dado ao protetor para telefones públicos projetado pela arquiteta e designer brasileira, nascida na China, Chu Ming Silveira. Lançado em meados de 4 de abril de 1972, inicialmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje se encontram orelhões instalados por todo o Brasil, em países da América Latina, como Peru, Colômbia e Paraguai, em países africanos como Angola e Moçambique, na China e em outras partes do mundo.

O desafio

Data dos longínquos anos de 1920, a instalação dos primeiros telefones de acesso público, no Brasil. A população do país atingia, então, a marca dos 30 635 605 habitantes. Dotados de uma caixa coletora de moedas, adaptada a um aparelho comum, esse telefones semi públicos eram encontrados em estabelecimentos comerciais que firmavam contrato com a Companhia Telefônica Brasileira, empresa de capital canadense que, à época, era responsável pela telefonia nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os telefones realmente públicos só chegaram às calçadas brasileiras em meados de 1971, quando mais de 93 milhões de pessoas já habitavam o vasto território nacional e nem se sonhava em carregar um telefone no bolso ou bolsa. A telefonia móvel era algo apenas do imaginário[nota 1] e o telefone celular só seria lançado em 1973, acessível a bem poucos.

Dos quase 100 milhões de habitantes do Brasil, 52 milhões viviam em áreas urbanas, segundo dados do IBGE. O resultado disso é que, em muitos locais, ouvir e ser ouvido a partir de um telefone público, instalado no meio da rua, representava um verdadeiro desafio. Como solução para o problema, a CTB desenvolveu cabines circulares de fibra de vidro e acrílicos e, para testar a novidade, instalou 13 delas na cidade de São Paulo. O resultado não agradou à companhia que detectou utilização inadequada do equipamento, alto índice de vandalismo e concluiu ainda, que a espaçosa cabine, além de abafada, acabava por disputar com os transeuntes, o exíguo espaço das calçadas.

Para fazer frente a esse decepcionante diagnóstico a arquiteta Chu Ming Silveira, passou a trabalhar no projeto que resultaria num dos grandes ícones do design brasileiro: o Orelhão. O desafio não era pequeno, como se pode concluir a partir do detalhado memorial descritivo elaborado por Chu Ming, que à época chefiava a seção de projetos do Departamento de Engenharia da Companhia Telefônica Brasileira.





Características do produto

Pode-se pensar que um orelhão não tenha conta telefônica para pagar, já que se pode pensar que é análogo ao sistema pré pago, em que compra-se um cartão e depois utiliza-o. No entanto, a comparação é feita para demonstrar que ele possui todos os registros de todas as ligações efetuadas, recebidas, as que foram feitas a cobrar, enfim, igualzinho a sua conta telefônica que recebe em casa, com tudo discriminado: dia, hora, numero discado, duração, etc. Pode-se inclusive solicitar a quebra do sigilo das ligações mediante pedido judicial caso o mesmo esteja sendo usado para atividades ilícitas ou que se justifiquem.

Apenas a titulo de curiosidade, um orelhão pode receber chamada a cobrar, desde que a pessoa que está recebendo a ligação coloque um cartão válido, e os créditos serão cobrados desse cartão.

O TP (telefone publico) é muito mais do que um simples telefone, ele é composto de micro controlador de 8-bits com uma placa lógica, teclado, display, memória de 2MB e uma interface de modem de 1200bits/s padrão V.22, uma unidade leitora de cartão e um circuito de fonia.

O TP registra 500 eventos completos na memória e, após isso, ele armazena apenas quantidades absolutas, ou seja, exclui os detalhes.

Essa tecnologia tem o objetivo de informar ao SSR a situação atual do aparelho e, para isso, em um horário pré-determinado ele efetua uma ligação para o SSR e executa o despejo de memória, inclusive informando se está com defeito, falha de porta, falha de mono fone, cartão preso, entre outros. Caso essa comunicação não ocorra, o sistema tenta a comunicação com o aparelho (automaticamente) e, caso não obtenha sucesso, é gerado um relatório para intervenção humana, onde um operador tenta a comunicação via software e, ainda não havendo resposta, é gerado uma ordem de serviço para deslocamento de um técnico ao local de instalação.

O TP tem ainda um visor (display) que permite a visualização de mensagens de mídia enviadas pelo SSTP com o objetivo de, primeiramente, comercializar propagandas de estabelecimentos próximos ao aparelho.

É norma da Anatel que os telefones públicos exibam de forma clara o número do aparelho aos seus usuários , no entanto, se acontecer do número estar ilegível, basta pressionar a tecla # (jogo da velha) que o número do terminal vai aparecer no visor.







https://www.google.com.br/search?q=TELEFONE+P%C3%9ABLICO+ORELH%C3%83O+TELEF%C3%94NICA&biw=1366&bih=599&site=webhp&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwick-z3-dLOAhVBF5AKHdPFBCMQ_AUIBigB#imgrc=eR5rZhsltES8GM%3A

http://www.heraldomarciogalvao.com.br/orelhao.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Orelh%C3%A3o

https://pt.wikipedia.org/wiki/Telef%C3%B3nica