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De acordo com a diretiva da Comunidade Europeia, e-lixo é todo “Equipamento elétrico ou eletrônico que gera resíduos, incluindo todos os seus componentes, subcomponentes e materiais utilizados no momento do descarte”, ou seja, todo equipamento elétrico ou eletrônico que por algum motivo esteja em desuso, pode ser considerado lixo eletrônico.

Esses equipamentos são produzidos através da extração de recursos naturais, consequentemente quando os utilizamos, temos um determinado impacto no nosso meio ambiente. Ao descartar de forma incorreta, aumentamos esse impacto.

A indústria eletrônica revolucionou o mundo com seus equipamentos que ajudaram e ainda ajudam a vida do ser humano; sem eles a nossa vida como conhecemos hoje não poderia existir, com processos automatizados, avanços na medicina, transportes, educação, produção de alimentos, comunicações, entre outras.

Em 2007, um estudo da Universidade das Nações Unidas estimava que a quantidade de lixo eletrônico no mundo passava de 40 milhões de toneladas ao ano. Esse aumento está intimamente ligado ao desenvolvimento de novas tecnologias, como TV’s LED, telefones celulares mais modernos, computadores mais rápidos e leves, etc., fazendo com que os equipamentos obsoletos não sejam mais utilizados. Outros fatores também contribuem para o consumo, como o aumento populacional, aumento do poder econômico das famílias, informatização da sociedade, obsolescência programada, etc. Mesmo sendo um dado antigo, ele é útil para nos fazer refletir sobre o assunto, pois certamente essa quantidade de lixo eletrônico no mundo é maior que a apresentada neste texto.

Participe, ajudando-nos a divulgar informações sobre a reciclagem do e-lixo e fazendo com que o seu lixo eletrônico e o de seus amigos e familiares, seja então encaminhado para Coopemiti!

Com o propósito de minimizar o problema do lixo eletrônico a COOPERMITI se preocupa com: a preservação do meio ambiente e com políticas educacionais que enfoca a não geração, o consumo sustentável (redução); a reutilização de produtos eletrônicos; a reciclagem com o retorno para a cadeia produtiva e finalmente a correta disposição dos resíduos. Esta preocupação é evidente, pois o lixo eletrônico, em sua maioria, contem mais de 60 elementos, muitos deles tóxicos e valiosos que podem voltar para o processo produtivo reduzindo o consumo dos mesmos.

Uma forma de reduzir o impacto ao meio ambiente é criar um fluxo econômico fechado, pois os nossos recursos naturais estão se perdendo devido à baixa eficiência na sua extração, tecnologias de reciclagem pouco eficientes e alta contaminação ligada ao processo de reciclagem.

Os equipamentos eletrônicos são feitos, em sua maioria de metais e plásticos. Um exemplo é o telefone celular: ele pode conter mais de 40 elementos, como o cobre, estanho, cobalto, índio, antimônio, prata, paládio e ouro. Em média utiliza-se 250 mg de prata, 24 mg de ouro, 9 mg de paládio e 9 g de cobre, sem contar a bateria, que contem 3,5 g de cobalto. Segundo a ONU, se tomarmos como base a venda mundial de 1,2 bilhões de aparelhos celulares em 2007 e 255 milhões de computadores portáteis, temos aproximadamente 555 toneladas de Prata, 85 toneladas de Ouro, 31 toneladas de Paládio, 139.000 toneladas de Cobre e 11.000 toneladas de Cobalto.

Outros metais também são usados, como por exemplo, o ferro. É utilizado nos computadores de mesa, com uma média de 6 quilos de ferro para um único desktop, contabilizando 930.000.000 quilos de ferro para a produção de todos os desktops produzidos em 2007.

Fica evidente que ao reciclar esses metais dos componentes eletroeletrônicos, utilizaremos menos recursos naturais. Outro ponto importante que devemos saber é que para extrair os metais da natureza utilizamos muita ENERGIA, mas ao utilizarmos o metal da reciclagem não precisaremos mais gastar a energia da etapa da extração e somente pós extração. Ao não precisarmos consumir essa energia para a extração, estamos também diminuindo as emissões de CO2, que é um dos causadores do aquecimento global.

Um exemplo de reciclagem eficiente é o alumínio, que ao ser reciclado economiza mais de 90% de energia caso tivesse que ser extraído da natureza para ser produzido. Isso faz com que haja a redução de duas vezes o seu peso reciclado na emissão de CO2, não gerando 1,3 vezes o seu peso reciclado de resíduo de bauxita e 0,011 vezes seu peso em SO2.

Alguns dos componentes encontrados no lixo eletrônico podem causar uma série de problemas ao ser humano. Conforme a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, algumas das causas relacionadas ao tipo de elemento são:

  • Mercúrio - altamente tóxico, com concentrações entre 3 g e 30 g podem ser fatais ao homem; é de fácil absorção por via cutânea e pulmonar; tem efeito cumulativo; provoca lesões no cérebro; tem ação teratogênica (malformação de fetos durante a gravidez).
  • Cádmio – acumula-se nos rins, fígado, pulmões, pâncreas, testículos e coração; causa intoxicação crônica; provoca descalcificação óssea, lesões nos rins e afeta os pulmões; tem efeito teratogênico e cancerígeno.
  • Cobre - causa intoxicações; afeta o fígado.
  • Níquel - tem efeito cancerígeno.
  • Bário - tem efeito vasoconstritor; eleva a pressão arterial e age no sistema nervoso central; causa problemas cardíacos.
  • Cromo - acumula-se nos pulmões, pele, músculo e tecido adiposo; pode causar anemia, afeta o fígado e os rins; favorece a ocorrência de câncer pulmonar.
  • Prata – tem efeito cumulativo; 10 g de nitrato de prata são letais ao homem.
  • Zinco – entra na cadeia alimentar afetando principalmente os peixes e as algas.

Estes metais caso dispostos em aterros não licenciados e controlados, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto ao meio ambiente e ao ser humano (caso esta água seja usada para a irrigação, consumo humano e para a criação de animais). Podem até chegar a contaminar algum manancial e aquífero

Portanto este tipo de lixo não deve ser jogado no lixo comum, você pode participar sendo um multiplicador da informação e do conhecimento, ajudando para que o e-lixo seja encaminhado para reciclagem na Coopermiti.

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