Material disponibilizado pelo site Brasil Escola de autoria de Rainer Sousa, escritor oficial Brasil Escola. Desde a época do Paleolítico, houveram medições de tempo baseados nas observações do Sol, Lua e Estrelas. Com as observações da Lua, criaram as estações do ano e os meses. “Os egípcios organizaram seu calendário a partir de um ano dividido em três diferentes estações, que eram formuladas a partir da variação das águas do rio Nilo. No Egito trabalhavam basicamente com as estações das inundações, da semeadura e da colheita.” “No século V a.C., os egípcios adotaram um calendário com 365 dias e subdividido em 12 meses com 30 dias.” Os sumérios formularam um calendário de 360 dias e 12 meses inspirado no sistema hexadecimal que ordenava seu sistema numérico. Na Grécia Antiga, a questão da autonomia das cidades-Estado acabou gerando uma grande confusão entre os calendários utilizados por aquele povo. Cada cidade tinha um critério próprio para adicionar um décimo terceiro mês regulador do ciclo anual; dessa forma criaram o Ciclo Calíptico. No século I a.C., o imperador romano Júlio César requisitou os serviços do astrônomo Sosígenes para que toda a civilização romana utilizasse um mesmo calendário solar. Para que essa regulação fosse feita, o ano de 46 a.C., contou com 445 dias e, por tal motivo, ficou sendo historicamente conhecido como o “ano da confusão”. O papa Gregório XIII organizou uma comissão de astrônomos e matemáticos que resolvessem esse problema de maneira definitiva. Ainda hoje, esse é o calendário de proporção mais exata, gerando uma defasagem de um dia a cada 3532 anos.”