Material disponibilizado pelo site da Universidade Federal de Alagoas de autoria de Walcler de Lima Mendes Junior e Juliana Michaello Macêdo Dias. Traz o relato da viagem que fizeram a este país e suas impressões. Segundo os autores, são cinco itens que mostram a dicotomia existente no país, entre o religioso (religião do Nepal) e o profano nepalês. “Discursos referentes (1) à música dos mantras, bhajans e cantos de adoração em contraste com a música popular com forte influência ocidental e performance narcisista, (2) à grafia das escrituras sagradas em contraste com notícias, propagandas, cartazes e anúncios em inglês, (3) ao código das condutas em espaços do templo, da estupa e do monastério, as estátuas adoradas sobre pujas forrados com seda, prata, ouro, velas e incensos acesos, em contraste com o código de negociação e troca do comércio, vocabulário universal de gestos e expressões em que as mesmas estátuas, imagens, incensos, velas e adereços tornam-se souvenir, (4) às procissões em dias sacros, deuses e santos no andor, por sua vez, levado sobre a caçamba do carro do prefeito seguido por fieis em ritmo lento, instrumentos tocados sobre carroças, coro de pergunta e resposta que harmoniza a multidão em contraste com o trânsito caótico e modos cosmopolitas de uso da cidade, (5) ao monge, seus gestos e indumentária em contraste com as pessoas comuns, a moda e suas conexões com o gosto ocidental”.