Escolástica – A filosofia durante a Idade Média

Material disponibilizado pelo site Educação UOL. No senso comum, pode-se imaginar que a Idade Média foi uma época improdutiva, mas hoje se sabe que, ao contrário das ideias dos iluministas, tanto a filosofia quanto a ciência moderna devem muito à Idade Média e à sua monumental Escolástica. Traz os seguintes tópicos: A pré-Escolástica (ao final do século V, o que restava dos escombros do Império Romano era uma multidão de povos bárbaros e alguns fragmentos da cultura clássica, que só não desapareceram devido aos esforços dos monges copistas e dos grandes pensadores cristãos em Alexandria, Grécia e Roma. Os primeiros e conturbados séculos da Idade Média europeia seriam dominados pelo pensamento de santo Agostinho, antigo responsável por solidificar a fé cristã sobre uma série de elementos oriundos de Platão, influenciando autores como Boécio, Dionísio Areopagita e Escoto Erígena); O princípio (havia no ambiente católico uma divergência muito viva em questões teológicas. Foi esse espírito do debate que acabou dando origem à corrente de atividades intelectuais, artísticas e filosóficas a que se convencionou chamar de Escolástica; no século XII  que vê essa valorização do saber refletida na criação das universidades e na ascensão da classe letrada. O monge agostiniano santo Anselmo desponta como o primeiro escolástico, seguido por Pedro Abelardo); O auge (no século XII chegam às universidades as traduções hispânicas de versões árabes das obras de Aristóteles; Robert Grosseteste e seu discípulo Roger Bacon trabalham a ideia de pesquisa científica; é o século de são Tomás de Aquino, Alberto Magno, são Boaventura e Duns Scotus); A disputa escolástica (a maior contribuição da Escolástica a filosofia tenha sido o seu notável rigor metodológico e dialético; Pedro Abelardo se inspirou nesse método dialético e o aprofundou em sua obra Sic et Non); A relação entre filosofia e teologia; A querela dos universais; A decadência; A Escolástica tardia (Nos anos da Contra-Reforma, ainda a península ibérica pensadores como Francisco Suárez, Francisco de Vitória, Domingo de Soto e Tomás de Mercado); A Neoescolástica (Jacques Martitain). 

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