Uso do Caroço do Açaí como Possibilidade de Desenvolvimento Sustentável no Meio Rural, da Agricultura Familiar e de Eletrificação Rural no Estado do Pará

Material disponibilizado pelo site Scielo, de autoria de  Ivete Teixeira da Silva, Arthur da Costa Almeida, José Humberto Araújo Monteiro, Isa Maria Oliveira da Silva, Profª Drª. Brígida Ramati Pereira da Rocha, da  Universidade Federal do Pará, nas área de Preservação Ambiental e Química. “O caroço do açaí é proveniente de uma palmeira de origem amazônica, que se desenvolve em touceiras. É composta por várias estipes, chegando a formar até 25 pés em cada touceira. Do seu fruto é obtida uma bebida (suco), sendo consumida diariamente pela população do Estado do Pará, especialmente a Capital, Belém e comunidades ribeirinhas.  A comunidade quilombola que vive às margens do rio Genipaúba, em Abaetetuba, no Estado do Pará, não possui energia elétrica e é grande produtora de açaí, o qual é comercializado no período da safra, em forma in natura. Neste trabalho visa-se o aproveitamento sustentável dos caroços, subproduto do beneficiamento dos frutos de açaí. O poder calorífico do caroço, obtido em laboratório, foi em média 4.505 kcal/kg e o potencial energético em torno de 40.800 MWh/mês. Com metodologia apropriada, foram obtidos peletes naturais, sem compactação, os biocombustíveis de açaí. Este trabalho mostra a inovação tecnológica que este tipo de pelete promove no Estado do Pará, com possibilidades de exportação, devido à sua utilização, podendo ser utilizado em gaseificadores, caldeiras para geração de energia elétrica, mecânica e gás, em fornos de padarias, fogões a biomassa, substituindo antigos ferros a carvão etc”. 

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