Material disponibilizado pelo site da Revista Morashá, de autoria de Zvi Ghivelder, escritor e jornalista, na área de História. “Há cem anos, no dia 4 de julho de 1904, milhares de pessoas tomadas por devotada emoção acompanharam, nas ruas de Viena, o funeral de um jovem de 44 anos de idade, Theodor Herzl, advogado, jornalista, dramaturgo e estadista, embora jamais tivesse chefiado um estado. Milhares de telegramas, vindos de todas as partes do mundo, de judeus e de não-judeus, foram endereçados à sua família. Naquele momento, a milhares de quilômetros dali, na pequena cidade polonesa de Plonsk, um rapaz de 18 anos, chamado David Green, escreveu para um amigo: “Que perda terrível. Porém hoje, mais do que nunca, sei que nós vamos triunfar. Sei que chegará o dia – e este dia não está muito longe – quando voltaremos para nossa terra maravilhosa, a terra da verdade e da poesia, a terra das rosas e das visões proféticas”. Poucos anos mais tarde, esse adolescente trocaria seu nome de David Green para David Ben Gurion”.