Indígenas Cinta-Larga: Diamantes de Sangue na Amazônia Brasileira

Material disponibilizado pelo site InfoAmazonia, de autoria de Ana Aranda. Tem como tema os indígenas Cinta-Larga, falantes da língua Tupi Mondé, que habitam territórios demarcados no noroeste do Mato Grosso e Rondônia, nas Terras Indígenas Roosevelt e Serra Morena, Parque Aripuanã e Juína. Vivem numa situação muito precária, sem esgoto, nem água encanada, com uma agricultura precária de subsistência. Mas no subsolo de suas terras, existe a maior mina de diamantes do mundo. “O garimpo levou às reservas danos ambientais às florestas, rios e lagos, drogas, prostituição, mortes, processos na Justiça, e aos índios a fama de milionários e o estigma de assassinos e bandidos. Há 11 anos, um grupo de guerreiros Cinta Larga matou 29 garimpeiros. O massacre ocorreu devido à disputa por jazidas de diamantes”. “Houve um massacre que foi descrito no Relatório Figueiredo. Na década de 1960, os Cinta Larga foram protagonistas do chamado ‘Massacre do Paralelo 11’, que ficou famoso na comunidade internacional pelos meios cruéis utilizados para a sua extinção. O episódio resultou em uma condenação contra o Brasil no cenário internacional, obrigando o País a extinguir o Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e a criar outro organismo de apoio aos indígenas, a atual Fundação Nacional do Índio (Funai). Na época, a etnia era formada por cerca de 5 mil indivíduos. Da tentativa de extermínio (genocídio indígena), só restaram 1.760, conforme dados do Instituto Socioambiental.Traz os seguintes tópicos: Lideranças defendem garimpo legal; “O pior é a discriminação”; O despertar das tradições esquecidas; “Chamam a gente de ladrão, assassino”; Um povo à beira da extinção; Barril de pólvora no garimpo; Legalização do garimpo evitaria conflitos; Plano de Gestão valorizaria a etnia; O que prometem as autoridades?

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